<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2290638784786681680</id><updated>2012-02-12T04:59:36.575-08:00</updated><title type='text'>amanda diz:</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aamandadiz.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aamandadiz.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Amanda Costa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/SLX8C563nwI/AAAAAAAAACY/yFUZ77AaPXQ/S220/Re-exposure+of+Bila+Celular+213.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2290638784786681680.post-4451355421550128256</id><published>2010-04-13T10:18:00.000-07:00</published><updated>2010-04-13T10:46:06.094-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/S8Ssm6un-uI/AAAAAAAAAR0/x4X5clSwGf4/s1600/1269979210415468.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Às vezes a gente vai-se fechando dentro da própria cabeça, e tudo começa a parecer &lt;em&gt;muito mais difícil&lt;/em&gt; &lt;em&gt;do que realmente é&lt;/em&gt;. Eu acho que a gente não deve perder a curiosidade pelas coisas: há muitos lugares para serem vistos, muitas pessoas para serem conhecidas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Caio F. Abreu&lt;/strong&gt;, ocupando um lugar na lista das pessoas que me disseram isso durante essa semana. Talvez seja a hora de eu começar a ouvir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2290638784786681680-4451355421550128256?l=aamandadiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aamandadiz.blogspot.com/feeds/4451355421550128256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2290638784786681680&amp;postID=4451355421550128256' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/4451355421550128256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/4451355421550128256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aamandadiz.blogspot.com/2010/04/as-vezes-gente-vai-se-fechando-dentro.html' title=''/><author><name>Amanda Costa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/SLX8C563nwI/AAAAAAAAACY/yFUZ77AaPXQ/S220/Re-exposure+of+Bila+Celular+213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2290638784786681680.post-946456382179160756</id><published>2009-11-06T18:19:00.000-08:00</published><updated>2009-11-30T04:01:58.119-08:00</updated><title type='text'>Há de passar.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não chora menina, isso há de passar. Essa dor que te afoga vai ficando amena daqui há algum tempo, vai se moldando às tuas memórias e começando a fazer um sentido completamente contrário ao que tu imagina. Tu já passou por isso, por essa dor. Realmente não foi igual, tão presente e dilacerante, mas não há como negar que foi ruim. E passou, não passou? Então enxuga essas lágrimas e te olha no espelho de novo. Para um pouco e pergunta pro teu reflexo úmido o que te fez chorar assim. Se a resposta for "medo", tu errou outra vez. Sei que não adianta te dizer agora que esse medo é bobo e que só te prejudica, porque a essa altura tu já aprendeu. Mas, naturalmente, tu vai me dizer que não existe uma resposta; que tu, que vocês, simplesmente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não sabem como explicar&lt;/span&gt; o que tem acontecido. Vou fingir que te entendo e afagar tua cabeça, não quero que tu te esforce tentando encontrar razões e que, com isso, tu te afunde ainda mais em ti mesma. Vou esperar que tu desfaça esse nó do teu peito e que realinhe teus cabelos e tuas idéias. Tu não vai conseguir sozinha, então vou te tirar da frente do espelho e te sentar na cama. Não te preocupa, tive o cuidado de guardar os papéis espalhados pelo chão de volta na caixinha deles, não quero te ver agarrada neles como se fossem teu salva-vidas, tua corda. É preciso crescer menina, tu bem sabe disso. Pode te apoiar no meu ombro por enquanto, mas daqui a pouco levanta e caminha com as tuas próprias pernas até o banheiro, lava esse rosto e volta aqui. Vou segurar tua mão e pedir que tu pense melhor em tudo que tu ouviu, e pedir pra que não invente entrelinhas nas coisas que te foram ditas. Tu tem o costume de desmontar as frases e remontá-las de acordo com o que tu quer, ou não, ouvir. Então pára com isso e não faz essa cara de choro; aproveita e tira a capa desse travesseiro, já disse pra não limpar lágrimas maquiadas ali. Sei que parece difícil agora, com tudo ainda muito ardente na cabeça de vocês, mas tenta lembrar de como é boa a sensação quando as coisas andam bem, de como é a liberdade que tu contraditoriamente encontra enquanto tá presa nos abraços dele e de como tu o ama ainda mais sempre que acorda sentindo teus pés nos dele. Usa isso como impulso pra tentar acertar de novo. Pega o telefone e  te rende mais uma vez, já passou o tempo de te cobrir de orgulho como tu sempre fez. Uma hora as coisas tem que mudar e, se tem que ser agora, que seja. Mas que mudem pra melhor, chega de desculpas e pesos; deixa claro que o quê tu mais quer é que tudo dê certo. Sei que tu conserva em ti o maior dos sentimentos e que tu espera o mesmo do outro, mas cobranças não vão demonstrar isso. Deixa que aconteçam as coisas e que tudo tenha seu tempo e distância, sem atropelos nem sufocos. Sei que é difícil, mas vocês conseguem. Façam as coisas ainda mais claras, cristalinas, não escondam palavras nem pensamentos, e se a manhã (ou o humor)  de um (ou de ambos)  não for das melhores , que se entendam e se  respeitem e se amem mesmo assim. Nem todos os dias são de sol e nem por isso deixamos de vivê-los.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Porque eu te amo demais e tenho medo de um dia saber que a gente se perdeu por causa das coisas que a gente teimou em inventar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2290638784786681680-946456382179160756?l=aamandadiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aamandadiz.blogspot.com/feeds/946456382179160756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2290638784786681680&amp;postID=946456382179160756' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/946456382179160756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/946456382179160756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aamandadiz.blogspot.com/2009/11/ha-de-passar.html' title='Há de passar.'/><author><name>Amanda Costa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/SLX8C563nwI/AAAAAAAAACY/yFUZ77AaPXQ/S220/Re-exposure+of+Bila+Celular+213.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2290638784786681680.post-5575648359960820468</id><published>2009-11-02T19:58:00.000-08:00</published><updated>2009-11-07T10:35:54.141-08:00</updated><title type='text'>Sonho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim que Amélia dormiu, os personagens dos seus sonhos se reuniram para chegarem naquele acordo de sempre: quem encenaria os devaneios noturnos da jovem sonhadora. Os personagens mais recentes observavam a tudo meio distantes, de pé; os mais antigos, figuras carimbadas, veteranos de guerra, discutiam sentados. Todos, sem exceção, esperavam pelo decreto do júri imaginário. Ou pelo menos todos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;acreditavam&lt;/span&gt; que não havia exceção, até perceberem que faltava alguém no meio daquela multidão. Uns se entreolharam, outros bufaram emburrados, e alguns, alguns poucos, sorriram. Todos sabiam quem não estava ali e sabiam o porquê. Ligaram o projetor e lá estava ele, sozinho, no sonho da garota. A porta que levava ao cenário estava trancada por dentro, e um bilhete pendia na maçaneta – “Desculpa, de novo, já não depende mais de mim”. E aí caíram por terra todas as futuras acusações contra o garoto-personagem - ele estava certo. Era uma convocação de Amélia, que esperava em sonho, com a mão estendida, sorriso largo e coração aberto, a chegada do garoto. Era força maior, era lei, era Amélia, e contra ela, nem em sonho.&lt;br /&gt;Os bufadores e alguns mais foram indo embora, reclamando mais uma noite em vão. Os sorridentes sentaram-se em frente à tela e assistiram em silêncio ao sonho que a garota encomendara. Um dos velhos conhecidos, antes de sentar-se, caminhou até a porta lacrada e recolheu o bilhete que jazia ali. Carinhosamente ele o colocou no topo de uma pilha de outros bilhetes da mesma caligrafia que, dia após dia, vêm se acumulando, durante os quase oito meses que se passaram desde a aparição do garoto-personagem nos sonhos de Amélia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E seguiram juntos pela noite, a garota e o garoto-personagem. Ou a garota e o amor.&lt;br /&gt;Tanto faz, já que estas são duas palavras distintas que significam, para Amélia, uma coisa só.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2290638784786681680-5575648359960820468?l=aamandadiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aamandadiz.blogspot.com/feeds/5575648359960820468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2290638784786681680&amp;postID=5575648359960820468' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/5575648359960820468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/5575648359960820468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aamandadiz.blogspot.com/2009/11/sonho.html' title='Sonho'/><author><name>Amanda Costa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/SLX8C563nwI/AAAAAAAAACY/yFUZ77AaPXQ/S220/Re-exposure+of+Bila+Celular+213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2290638784786681680.post-6277604965234576570</id><published>2009-09-06T20:43:00.000-07:00</published><updated>2009-11-07T10:35:37.501-08:00</updated><title type='text'>Ato 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagina que bom seria se, por um dia apenas, deixássemos nossas máscaras em casa antes de sair. Se nos mostrassemos crus, reais, humanos diante de todos aqueles que conhecemos. Ou que pensamos conhecer. Todos assim, despidos de falsas crenças, de modismos, despidos de culpas e até mesmo de certos pudores. Se isso acontecesse, seríamos apresentados uns aos outros novamente e, com alguma sorte, encontraríamos muito mais laços em comum com aqueles que nos cercam do que jamais imaginamos. Ou criaríamos laços com quem jamais cogitamos.&lt;br /&gt;Vivemos em um palco social montado, em uma cidade que disfarça as rachaduras de sua estrutura e em um país governado por fantoches. Todos somos atores mascarados, também disfarçando nossas próprias rachaduras e nos deixando manusear.&lt;br /&gt;A primeira atitude a ser tomada, e talvez a mais difícil, seria aceitar que imprimimos diariamente em nós uma estampa que não nos traduz exatamente, aceitar que nem sempre somos o que idealizamos e que disfarçar não é melhor do que expor. Precisaríamos, também, entender que por muitas vezes deixamo-nos pintar por pincéis alheios, deixamos que montassem nossa própria imagem em troca de um bom papel nesse teatro que é a vida.&lt;br /&gt;Talvez por isso, pela dificuldade de aceitar a nós mesmos e aos outros, dia após dia vestimos nossas máscaras e entramos em cena com pessoas que igualmente fingem ser o que não são.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2290638784786681680-6277604965234576570?l=aamandadiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aamandadiz.blogspot.com/feeds/6277604965234576570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2290638784786681680&amp;postID=6277604965234576570' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/6277604965234576570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/6277604965234576570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aamandadiz.blogspot.com/2009/09/ato-1.html' title='Ato 1'/><author><name>Amanda Costa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/SLX8C563nwI/AAAAAAAAACY/yFUZ77AaPXQ/S220/Re-exposure+of+Bila+Celular+213.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2290638784786681680.post-3078473567298678216</id><published>2009-07-27T11:19:00.000-07:00</published><updated>2009-11-07T10:35:25.205-08:00</updated><title type='text'>Sobre escrever e escrever e escrever</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu poderia ficar horas aqui, olhando pra esse rua gélida e pra essas pessoas encasacadas que passam por baixo da minha janela. Mas não. Eu não consigo. Existe uma força magnética que me chama pra este computador. Por mais que eu queira e tente me afastar do trabalho, dessa telinha e desses botões alfabéticos, eu acabo voltando sempre a me sentar e escrever, escrever, escrever. Eu posso escrever sobre qualquer coisa: coisas comuns, coisas extraordinárias, coisas estranhas, coisas banais, sobre nenhuma coisa em específico. Sou muito liberal em relação a isso. A minha paixão pelas palavras vem de cedo, vem da Eva viu a uva na minha cartilha e provavelmente irá para muito além do que eu imagino. Somos amigas íntimas, se quer saber. Há algum tempo andei me esquecendo delas. Deixei-as de lado para descobrir outros prazeres, mais palpáveis, mas não mais entorpecentes. Encontrei-as novamente por esses dias, perdidas em um diário recheado de vivências e lágrimas. Aliás, por muitas vezes minhas palavras vieram regadas dessa água salgada, normalmente dolorida e quase sempre verdadeira. Talvez por isso eu as tivesse largado, pois quando as trazia à tona era por que precisava trazer na verdade algo muito maior. Mas resgatei-as, bem a tempo. Elas andam aparecendo um pouco envergonhadas ainda, recuadas com um medo não-se-de-quê. Já já elas se acostumam, já já. Eu não costumo escrever quando me mandam (receio que vá ter problemas futuros graças a isso), apenas quando canso de guardar as palavras dentro de mim; quando elas passam a ocupar tanto espaço em minha cabeça que parecem querer sair pelas minhas orelhas. E quando chega a este ponto, é crítico. Saio, ligo os pontos mentalmente, formulo algumas frases e volto pra escrever. Normalmente elas aparecem fácil, mas quando resolvem não ajudar, sai da frente. Existem dias em que posso passar horas a fio sentadas em frente ao computador, observando aquela pequena linha preta vertical piscando sobre o fundo branco, como se dissesse “E aí, vai sair ou não?”. E elas não saem. E eu tento. E nada. Desisto! Faço outras coisas, espaireço, vou dormir. Acordo de madrugada para um copo d’água e, no susto, as palavras me assaltam, ali mesmo na cozinha, e me fazem ligar o computador e descarregá-las. Elas me dominam de vez em quando. Apesar de tudo, do afastamento temporário, dos dias sem elas, dos dias cheios delas; as palavras e eu mantemos uma relação saudável e na maioria das vezes harmoniosa, entrando em conflito apenas quando resolvo falar sobre coisas minhas (sentimentos, pra ser mais direta), que nem mesmo as palavras são capazes de expressar por mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2290638784786681680-3078473567298678216?l=aamandadiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aamandadiz.blogspot.com/feeds/3078473567298678216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2290638784786681680&amp;postID=3078473567298678216' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/3078473567298678216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/3078473567298678216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aamandadiz.blogspot.com/2009/07/sobre-escrever-e-escrever-e-escrever.html' title='Sobre escrever e escrever e escrever'/><author><name>Amanda Costa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/SLX8C563nwI/AAAAAAAAACY/yFUZ77AaPXQ/S220/Re-exposure+of+Bila+Celular+213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2290638784786681680.post-4951093858472677934</id><published>2009-07-23T12:25:00.000-07:00</published><updated>2009-11-07T10:35:12.582-08:00</updated><title type='text'>Cinco coisas que eu gostaria de ser</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Navegando por &lt;a href="http://marciabenetti.blogspot.com/2009/07/5-coisas-que-eu-gostaria-de-ser.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, encontrei uma idéia boa que me chamou a atenção: listar cinco coisas que não somos mas gostaríamos de ser. Listei as minhas, com algum esforço, e aí estão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Bonita&lt;/span&gt;: gente, podem falar, podem torcer o nariz, podem negar, mas a beleza importa sim! Imagina se eu pudesse acordar todos os dias, me olhar no espelho e pensar: "meu Deus, obrigada, eu também fico ótima assim toda escabelada, remelenta e com os olhos inchados". Ah como seriam boas (e fáceis) minhas manhãs...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Entendida&lt;/span&gt;: daquelas pessoas que conhecem tudo, que articulam argumentos muito facilmente e que mantém por horas a fio as conversas mais bem fundamentadas. Queria saber tudo sobre literatura, cinema, música, biologia, astrologia, gastronomia, ia, ia, ia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Professora&lt;/span&gt;: ok, nunca contei publicamente, mas tô pensando em mudar de curso. Sempre quis ser professora e minha primeira opção no vestibular deveria ter sido Pedagogia. Dever&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ia&lt;/span&gt;. Nada como um salário escroto pra fazer a gente desistir dos nossos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Amante&lt;/span&gt;: não no sentido ilícito e carnal, não me entendam mal, por favor. Ser amante no sentido cru da palavra (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;adj. gên&lt;/span&gt;. - quem ama). Queria amar demais, bem mais do que minha mente, corpo e espírito permitem. Queria amar o maior número possível de pessoas e receber delas o mesmo amor. Ou, o que me parece mais próximo ao que tenho agora, amar infinitamente uma pessoa só. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aquela&lt;/span&gt; pessoa só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Nômade&lt;/span&gt;: viver onde der vontade, imagina só. Cada mês em um lugar diferente e, em cada lugar, pessoas, costumes, histórias, sabores, aromas, climas, pores-do-sol diferentes. Morar em casa, em apartamento, em barraca, em iglu, em rede, em oca, em barco, em árvore, em saco de dormir, em um sofá emprestado. E quando perguntassem por onde ando, "Tá aí pelo mundo", é o que ouviriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem mais por &lt;a href="http://catandomoedinhas.blogspot.com/2009/07/5-coisas-que-eu-gostaria-de-ser.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; também, dá uma olhada. Faz a tua também, não custa nada.&lt;br /&gt;E se quiser, me mostra, vou gostar de ler.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2290638784786681680-4951093858472677934?l=aamandadiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aamandadiz.blogspot.com/feeds/4951093858472677934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2290638784786681680&amp;postID=4951093858472677934' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/4951093858472677934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/4951093858472677934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aamandadiz.blogspot.com/2009/07/cinco-coisas-que-eu-gostaria-de-ser.html' title='Cinco coisas que eu gostaria de ser'/><author><name>Amanda Costa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/SLX8C563nwI/AAAAAAAAACY/yFUZ77AaPXQ/S220/Re-exposure+of+Bila+Celular+213.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2290638784786681680.post-5958415965362158321</id><published>2009-07-22T15:29:00.000-07:00</published><updated>2009-11-07T10:34:59.590-08:00</updated><title type='text'>(des) Encontro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles se encontraram. Nada especial, nada planejado, simplesmente se encontraram. Casualidade, enfim. Não era o lugar perfeito, ou a ocasião perfeita, mas nem precisava, nunca se importaram com a precisão ou com detalhes. Ela, segurava um copo. Ele,  outra cintura. Seus olhares se cruzaram quase sem querer, e nunca tantos sentimentos couberam dentro de um segundo.&lt;br /&gt;Respiraram fundo, simularam um sorriso, acenaram em concordância. Um pacto silencioso fora selado ali, no meio da pista de dança, entre eles e ninguém mais. Trazer de volta tudo que havia sido cuidadosamente enterrado seria pura imprudência, e acabariam desperdiçando talvez a única oportunidade de se encararem sem se machucar.&lt;br /&gt;Olhou para baixo. Seu copo estava meio vazio: ela precisava de uma bebida. Ou duas, ou mais. Não entendeu porque suas pernas, meio bambas, demoraram pra tomar o rumo do bar. Talvez fosse a vontade de ficar ali mais um pouco, de vê-lo mais um pouco, de recordar mais um pouco. Sentou-se. Uma dose, com limão e gelo, por favor.&lt;br /&gt;Olhou para a frente. Alguém dançava segurando-lhe as mãos. Ele sentiu-se perdido como nunca antes, ferido como nunca também. Não esperava que ela aparecesse agora, ali. Na verdade, depois daquele dia, ele já não a esperava mais. Sentiu o suor gelar em seu pescoço, disfarçou. Preciso ir no banheiro, volto já.&lt;br /&gt;Ela mexeu com os dedos o conteúdo do copo. Lembrava-se daquele dia com uma precisão fotográfica, homogênea, viva. Reviu a cena: ele vindo, cabeça baixa, aquele casaco de sempre. Ela sentada, cabeça erguida, a roupa nova. E um sentimento novo também, que não condizia com o tempo ruim que varria as folhas daquela praça. O vento parecia pressentir o que viria. Chegou mais perto, sentou-se ao seu lado, quieto. Ela, que ensaiara um novo bom dia, emudeceu ao notar que havia algo estranho com ele. Encarou-o.&lt;br /&gt;Ele lavou o rosto com água gelada. Já não estava mais no banheiro. Seus pensamentos o fizeram caminhar de novo através daquele jardim, contando os passos e repassando mentalmente as palavras. Estava nervoso demais para olhá-la. Arriscou. Ela o mirava fixamente com aquele sorriso de um lado só. Só dela. Baixou a cabeça novamente e sentou-se. Podia jurar que se não se controlasse, seus batimentos acelerados o fariam chacoalhar. Fitou-a.&lt;br /&gt;Já não dá mais.&lt;br /&gt;Ela realmente não esperava por isso, não vindo dele. Era sempre ela quem tomava as iniciativas, e agora, com essa pequena frase, era ele que encerrava. Sentiu por dentro uma dor inexplicável, controversa, já que ela prometera a si mesma nunca deixá-la aflorar. E também não podia. Desde o sexto encontro, aquele nas escadarias do edifício, ela deixara claro: não pode ser amor. Era simples. Fosse o que fosse, durasse o tempo que durasse, só não podia ser amor. Não sabia explicar ao certo o porquê dessa repulsa por esse sentimento. Talvez porque muitos dos poemas sobre ele terminassem em lágrimas. Talvez porque das músicas que ele havia inspirado nenhuma fosse realmente feliz. Talvez por pura birra, puro medo, vergonha, não sabia. E sempre que podia o fazia lembrar desta condição. Eu acho que te amo, disse ele por entre os arbustos. Deve ser fome, disse ela por entre as desculpas. E isso em apenas um mês de convivência. Faltavam os outros quatro.&lt;br /&gt;Ele pronunciou aquela pequena frase olhando-a nos olhos. O vento engrossara. Sabia o poder que um olhar tinha sobre aquela que agora prendia a respiração em sua frente, ele acertara o alvo. Ela estava diferente. Roupa, cabelo, mente. Ele até pensara duas vezes antes de despejar as palavras, mas depois do não dá mais, nada remendaria o que se partiu ali. Tinha algo estranho nos olhos dela. Ah, os olhos, os olhos! Desde a primeira vez se apaixonara por eles. Rápidos, brilhantes, secretos. E agora, desorientados, incrédulos. Mas ele já não agüentava. Quantas vezes ligara pra ela sem ser atendido ou retornado? Quantas vezes lhe escrevera palavras inéditas, que descreviam uma sensação inédita, e que foram abandonadas? Quantas vezes a abraçara mais forte pra certificar-se de que ela estava ali, com ele, pra ele? Incontáveis. Já não podia mais esconder que a amava. E amava demais. O ciúmes, a falta, as incertezas. Sintomas que haviam lhe assaltado e que denunciavam o que ele sentia. Mas ele estava exausto. Ele notava a cada beijo que ela o evitava, não a ele, mas ao que os beijos lhe passavam. Então foi escondendo, contendo, morrendo. Então ela foi entrando em cena. Ligava, escrevia, abraçava. E mais: sorria, brincava e, lentamente, amava. Mas ele já não agüentava. Já não podia e nem conseguiria. Marcou um encontro no banco, naquele banco, e estava pronto pra colocar um ponto.&lt;br /&gt;Doeu pra ela. Doeu pra ele. E o silêncio que desceu naquela praça calou a cidade para eles. Um silêncio vazio e, ao mesmo tempo, recheado de palavras não ditas, engolidas secas. Um pra cada lado, um nó desfeito, e cada um com sua parte da linha.&lt;br /&gt;Mais uma dose senhorita? Deu um pulo. Perdera-se entre as lembranças sentada em um balcão de bar. Que típico. Sorriu. Duplo, com limão e gelo, por favor.&lt;br /&gt;Com licença! Ele surpreendera-se: ainda no banheiro. Deu espaço para que um rapaz cambaleante alcançasse a pia. Saiu. Encontrou a moça que o acompanhara na dança há poucos, ou muitos, minutos antes. Preciso de ar, não me espere.&lt;br /&gt;Ele tomava a direção da porta.&lt;br /&gt;Ela tomava o terceiro drink.&lt;br /&gt;Ele a viu, parou, fechou os olhos e mudou de idéia. Foi até ela.&lt;br /&gt;Ela viu sua sombra, e, inconscientemente, já sabia.&lt;br /&gt;Ele sentou-se e encarou-a.&lt;br /&gt;Ela virou, e fitou-o.&lt;br /&gt;Expiraram fundo, sorriram com gosto, acenaram em entendimento.&lt;br /&gt;Eles se encontraram. De novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;15 de Outubro de 2008 - Texto criado para a cadeira de Comunicação em Língua Portuguesa I - da qual eu sinto uma imensa saudade. É do tempo em que a Fabico ainda tinha bons professores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2290638784786681680-5958415965362158321?l=aamandadiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aamandadiz.blogspot.com/feeds/5958415965362158321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2290638784786681680&amp;postID=5958415965362158321' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/5958415965362158321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/5958415965362158321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aamandadiz.blogspot.com/2009/07/des-encontro.html' title='(des) Encontro'/><author><name>Amanda Costa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/SLX8C563nwI/AAAAAAAAACY/yFUZ77AaPXQ/S220/Re-exposure+of+Bila+Celular+213.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2290638784786681680.post-4630917839054608390</id><published>2009-06-07T19:31:00.000-07:00</published><updated>2009-11-07T10:34:25.851-08:00</updated><title type='text'>Uma amiga.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela apareceu ontem aqui em casa. Nem acreditei quando percebi que era ela, de novo. É que esses tempos ela veio, bem rápida, ficou pouco tempo e foi embora. Mas ontem ela se demorou, o que foi bem estranho já que ela não tinha motivos pra me visitar tão cedo. Eu não precisava abrir a porta pra ela, se não a deixasse entrar sei que ela não se importaria, mas voltaria mais tarde, quando eu já estivesse deitada. E eu prefiro que venha quando posso evitar encará-la, quando posso me entreter enquanto ela se encarrega de me encarar. Sempre foi assim, disfarço pra não ter que dialogar com ela, porque eu sei que seus argumentos são sempre melhores, e daí eu me entrego. Ela sabe exatamente onde me afetar, conhece meus pontos fracos e todas minhas carências, repudio ela por isso. Às vezes não é tão ruim assim de tê-la por perto, chega a ser agradável até. Gosto de quando ela vem me contar de pessoas estranhas a ela, quando vem me falar de coisas que eu não sabia, que não tinha percebido. Também não é justo que eu a ignore o tempo todo, por isso a chamo às vezes, a convido pra sentar comigo ali no chão e revirar alguns papéis. Quando aviso que abrirei algumas caixas, então! Em um segundo ela se aconchega ao meu lado, segura minha mão e prende a respiração. Nunca vi como gosta de estar comigo e com minhas quinquilharias de armário, é quase um caso de amor. Mas ontem foi diferente, sem dúvida. Era início de tarde e eu nem lembro o que eu fazia quando reparei que ela tinha chegado. E nem pra me avisar, aquelazinha. Parou do meu lado, sorriu meio amarelo, e depois foi comigo até a varanda. Ficou na minha frente e, logo que me olhou nos olhos, percebi que a conversa era séria. Ela colocou uma das mãos no meu ombro, suspirou, e com a outra, me deu um soco. Pegou no estômago, bem onde ficam as borboletas, e doeu. Mas doeu estranho. Não como se ela tivesse dado em mim, mas como se tivesse tirado. Como se tivesse pegado todas as borboletas e as tocado longe, mandado elas embora. Era como se todas elas tivessem sido tiradas vivas de mim e colocadas mortas em um vidro de exposição. Pareciam mais lembrança do que presença. E por isso doeu. Não sei por que ela agiu assim, não agora, se é tudo tão recente. Me disseram que isso serve pra que a gente acorde antes que seja tarde, ela deve saber disso melhor do que ninguém. E deve ter percebido como eu mudei, como eu tenho me sentido. Ela é como os cães, que farejam o medo e perseguem quem o sente. Esse meu Medo de te perder acabou a convidando pra uma visita, uma passadinha quase amigável, pra uns conselhos e só. E adiantou. Permanecemos juntos ali, na varanda, conversando por mais algum tempo.&lt;br /&gt;Eu, o Medo e a Saudade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2290638784786681680-4630917839054608390?l=aamandadiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aamandadiz.blogspot.com/feeds/4630917839054608390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2290638784786681680&amp;postID=4630917839054608390' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/4630917839054608390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/4630917839054608390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aamandadiz.blogspot.com/2009/06/uma-amiga.html' title='Uma amiga.'/><author><name>Amanda Costa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/SLX8C563nwI/AAAAAAAAACY/yFUZ77AaPXQ/S220/Re-exposure+of+Bila+Celular+213.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2290638784786681680.post-2756460928813531147</id><published>2009-05-10T18:23:00.000-07:00</published><updated>2009-11-07T10:34:12.797-08:00</updated><title type='text'>Mãe,</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;eu tenho que te pedir desculpas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpa pela falta de tempo, de presença e de compreensão. Desculpa pelos dias de mau humor, pelas discussões sem motivo e pelas lágrimas que eu provoco. Desculpa pelos gritos, chiliques e pelas batidas de portas, armários, gavetas e do que quer que esteja na altura das minhas mãos. Desculpa pela minha total desatenção, pela memória fraca e pela surdez precoce. Desculpa pela total desorganização e por todos os intermináveis discursos que ela provoca na nossa casa. Desculpa pelas toalhas molhadas na cama, os cabelos no ralo, a louça na pia e a cama desfeita. Desculpa pela teimosia de sempre e pela ocasional falta de juízo. Me desculpa por tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, às vezes eu tenho medo de não ser boa o suficiente pra ti. Tenho medo de errar demais e de não poder te dar tudo que tu merece. Eu não sou um modelo de filha, e sei que tu não cobra isso de mim, mas eu gostaria de ser. A cada briga eu vejo em ti um desapontamento que corta meu coração, que dói fundo, que fica em mim. Sempre odiei essa sensação de não fazer as coisas certas, de agir por impulso e acabar te magoando de uma forma ou de outra. Eu sou uma pessoa difícil de lidar, eu sei. Sou o motivo desses teus cabelos brancos desde que eu aprendi a falar. Tu deveria ser indicada pro Nobel da Paz por conseguir me controlar e me tornar uma pessoa bem educada, se não fosse por ti eu seria um tipo perigoso pra sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Sempre nos achei muito parecidas, e talvez a gente até seja, mas não do jeito que eu pensava. Além dos olhos caídos, das bochechas salientes e do amor pelos livros, eu encontro em nós muito mais semelhanças do que se pode enxergar.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334395258108782002" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 267px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/SgeUOXMaJbI/AAAAAAAAAH0/674atMeXqnM/s400/m%C3%A3eamandaA.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Eu tenho de ti muito mais do que tu imagina, e muito menos do que eu gostaria de ter.&lt;br /&gt;Me orgulho de poder dizer que sou parecida contigo mais por dentro do que por fora, já que tu é a pessoa mais maravilhosa que eu conheço. &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Obrigada pelo amor incondicional que tu me dá desde o dia em que eu nasci e saiba que, mesmo que eu não ande demonstrando muito, eu sinto e sempre senti o mesmo por ti. Nada no mundo vai pagar a tua escolha de colocar teus filhos em primeiro lugar, é preciso muita coragem pra fazer o que tu fez, e eu te amo ainda mais por isso. Espero poder retribuir, durante a minha vida, tudo que tu fez por mim. &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Sinto muito se não te dei o que tu merecia hoje, me arrependo demais que tenha sido assim. &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Mãe, tu é, e sempre vai ser, meu maior exemplo.&lt;br /&gt;Feliz dia das Mães, eu te amo ♥&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2290638784786681680-2756460928813531147?l=aamandadiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aamandadiz.blogspot.com/feeds/2756460928813531147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2290638784786681680&amp;postID=2756460928813531147' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/2756460928813531147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/2756460928813531147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aamandadiz.blogspot.com/2009/05/mae-eu-tenho-que-te-pedir-desculpas.html' title='Mãe,'/><author><name>Amanda Costa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/SLX8C563nwI/AAAAAAAAACY/yFUZ77AaPXQ/S220/Re-exposure+of+Bila+Celular+213.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/SgeUOXMaJbI/AAAAAAAAAH0/674atMeXqnM/s72-c/m%C3%A3eamandaA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2290638784786681680.post-3418099976564175871</id><published>2009-04-26T14:20:00.000-07:00</published><updated>2009-11-07T10:33:50.200-08:00</updated><title type='text'>Do amor.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As vontades morrem, os sonhos morrem, as pessoas morrem. A vida tem dessas, de nos tirar o que nos faz bem quando menos se espera. A gente vai aprendendo a lidar com isso enquanto cresce, a saber que mesmo que já não se tenha mais quem ou o quê se tinha, devemos respirar fundo e continuar em frente, porque a vida é assim. Nos disseram pra não chorar quando vimos que aquela amiga já não ia mais sorrir pra nós. Nos olharam nos olhos e sussurraram que era pra ser assim, que não tinha outro jeito e que tínhamos que aceitar. Quando desistimos de ser bailarinas ou astronautas, não nos incentivaram a tentar de novo. Nos pegaram pela mão e nos mostraram as médicas, os engenheiros, as arquitetas e os advogados. Deixamos de lado as sapatilhas e naves espaciais e passamos a procurar o que mais nos interessasse, deixando morrer o que a gente queria. Aprendemos a conviver com essa coisa toda de perder e se conformar, começamos a desistir muito cedo quando vemos que não será como se tinha planejado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a gente aceite a perda de sonhos, vontades e pessoas eu até entendo. É menos doloroso quando se joga a culpa no destino. Mas que se deixe morrer um sentimento, isso não me passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentimentos são mais fortes que qualquer laço, qualquer instinto e impulso. Ainda mais o amor, ou o que eu entendo dele. Quando vêm me dizer que já não se ama mais alguém, só me falta dizer "bem feito!". O amor é construído aos poucos, aos pares, e se termina é por culpa de quem sentia. É incompetência, eu diria. Sempre se sabe onde começou o amor. O que te fez olhar alguém nos olhos e enxergar mais do que se esperava; o que te fez prender a respiração, acelerar os batimentos e suar as mãos. Mas quando se fala no que te fez desistir disso, é sempre uma desconversa. O medo da dor e das discussões faz com que não se digam todas as palavras, e muitas vezes o amor acaba justamente pela falta delas.&lt;br /&gt;O amor se planta, se rega, se cuida e, também como as plantas, quando morre, ainda pode renascer. Um mísero mal entendido às vezes encerra um sentimento que demorou meses pra florescer, e não há no mundo coisa pior do que deixar que morram nossas flores.&lt;br /&gt;Tá na hora de lutar mais, de dar mais sangue, mais tempo, mais alma. Dói saber que a salvação para alguns jardins está ao alcance das mãos, e que há quem insista em mantê-las nos bolsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixem que morra o amor. Dos bens que temos, os sentimentos são os únicos que têm a chance de serem imortais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2290638784786681680-3418099976564175871?l=aamandadiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aamandadiz.blogspot.com/feeds/3418099976564175871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2290638784786681680&amp;postID=3418099976564175871' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/3418099976564175871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/3418099976564175871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aamandadiz.blogspot.com/2009/04/do-amor.html' title='Do amor.'/><author><name>Amanda Costa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/SLX8C563nwI/AAAAAAAAACY/yFUZ77AaPXQ/S220/Re-exposure+of+Bila+Celular+213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2290638784786681680.post-6133825802181719740</id><published>2009-04-07T08:38:00.000-07:00</published><updated>2009-11-07T10:33:38.930-08:00</updated><title type='text'>Meu.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu gosto é das coisas pequenas. Das balinhas colocadas no meu bolso, dos sorrisos rapidinhos, das florezinhas recém arrancadas, das palavras de pé de página. Gosto de tudo que não tem tamanho pros outros, mas que pra mim se faz enorme. Gosto do que só eu consigo ver: a doçura do momento, a sinceridade nos lábios, a entrega nas pétalas, a verdade nas letras. Já me disseram que quem valoriza o que é pouco nunca consegue o muito. Mentiram. Ou nunca viveram a eterninade de um beijo ou nunca se permitiram viver nesse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pra sempre &lt;/span&gt;finito. Conservo cada uma dessas coisinhas gigantes junto a mim porque insisto em não perdê-las; não por serem pequenas, mas por serem muitas.&lt;br /&gt;Encontraram esses dias, no meio da minha bagunça, aquela caixinha onde eu guardo algumas delas - pedrinhas, desenhos e aquele matinho seco (uma flor para outra flor, lembra?). E quando me perguntaram "mas por que isso é importante?", eu não pude responder. Não consegui. Pra falar a verdade, eu nunca tinha feito essa pergunta pra mim mesma: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;por quê&lt;/span&gt;? Por que eu insisto tanto em não querer esquecer? Em querer deixar coladinho em mim cada pedacinho do que aconteceu, cada partezinha da história? Simplesmente porque são parte de mim, do que eu sou, da minha vida. Por que são coisas minhas e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;só minhas. &lt;/span&gt;Das coisas que eu tenho, essas são as únicas que nada vai apagar, desmanchar ou levar pra longe. É meu e tá comigo, bem assim. Tenho ciúme delas e do que elas representaram no momento em que surgiram. Tanto que ainda tremo quando vejo tuas outras flores, em outras mãos, outras caixinhas. Não porque te quero de volta, porque quero tudo só pra mim. Mas porque não consigo entender que haja para as outras o significado que aquilo teve pra mim.&lt;br /&gt;Depois da flor mais pedaços vieram, não teus, porque não pude te guardar comigo também, e eu os guardei com a mesma vontade de tê-los, de me impregnar deles, de me ver neles. Passei a ter outras partezinhas, que foram vindo e que eu fui recolhendo, escondendo dos outros pra que se encontrassem pra sempre só na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;minha&lt;/span&gt; história.&lt;br /&gt;Mas vou ter que te dizer, comprei ontem outra caixa. Não que eu já tenha enchido essa, ou me enchido dela, mas é que derrepente me deu vontade de deixá-la pra trás. Coloquei no porão, debaixo dos meus pés, não nego. Fiz isso porque a partir de hoje eu quero me colar em outras lembrancinhas, coisas pequenas que adquiriram um significado tão grande ultimamente e que vem ocupando tanto espaço em mim que já quero tê-las pra sempre, e, pra isso, me senti obrigada a diminuir a importância do que é passado. A partir de agora são as coisas dele pra mim e não mais tuas comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me leva a mal, mas até o mais conservador se vê diante das grandes revoluções.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2290638784786681680-6133825802181719740?l=aamandadiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aamandadiz.blogspot.com/feeds/6133825802181719740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2290638784786681680&amp;postID=6133825802181719740' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/6133825802181719740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/6133825802181719740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aamandadiz.blogspot.com/2009/04/meu.html' title='Meu.'/><author><name>Amanda Costa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/SLX8C563nwI/AAAAAAAAACY/yFUZ77AaPXQ/S220/Re-exposure+of+Bila+Celular+213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2290638784786681680.post-2133812154434539901</id><published>2009-03-26T06:55:00.000-07:00</published><updated>2009-11-07T10:33:25.297-08:00</updated><title type='text'>Cansaço.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chega a ser engraçada a confusão que algumas pessoas causam na nossa vida. Algumas chegam, sorriem um pouco, passeiam por nós e depois saem, sem tirar do lugar um sentimentozinho se quer. Outras mal chegam e já deixam tudo de cabeça pra baixo. Nos dão umas alegrias enormes, que a gente nem sabe onde guardar. Escondem algumas das nossas mágoas, que atravancavam as passagens, e ás vezes até colocam outras, em lugares diferentes. Tiram o pó das saudades antigas e nos apresentam saudades novas. Mexem tanto com o que a gente costumava ser, que depois de um tempo a gente nem se reconhece. Não que isso seja ruim, mas lidar com tudo isso pode ser complicado pra alguém como eu.&lt;br /&gt;Eu nunca fui de pensar nessas reviravoltas que as pessoas fazem, no que elas trazem e no que elas tiram de nós. Nunca levei meus sentimentos muito a sério, não só os meus, mas os dos outros também. Principalmente os dos outros. Eu fazia o que eu queria sem me importar no que isso afetaria quem tava ao meu redor, e eu já tava me acostumando com isso. Mas agora me aparece alguém, que chegou de mansinho e que mudou tudo aqui dentro.&lt;br /&gt;Eu ando pensando bastante nas decisões que eu tomo, ando cuidando o que eu digo e regulando o que eu faço. Isso tudo porque eu percebi que, agora, eu me importo. Me importo comigo e com essa outra pessoa. Eu já não posso mais sair por aí ignorando o que eu sinto só pra provar que continuo a ser como eu era, por que já não é mais assim. Eu mudei, me mudaram. Eu passei a temer os pensamentos que me invadem à noite e que não me deixam dormir, não quero mais ter que enfrentar minhas vontades pra fazer o que é certo. Não só o que é certo pra mim, por que agora, por incrível que pareça, eu quero saber do que é certo pro outro também. Eu já não me reconheço.&lt;br /&gt;E talvez por isso eu ande meio cansada. Daquele tipo de cansaço que vem, pisa e pula na tua alma, que te faz querer sumir, derreter devagarinho e escorrer pelo ralo. Por que são muitas coisas pra mim pensar e decidir, muitos sentimentos e mudanças pra entender em muito pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tá sendo fácil de lidar com isso tudo, mas nunca me disseram que seria.&lt;br /&gt;E eu nunca disse que me importava que fosse assim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2290638784786681680-2133812154434539901?l=aamandadiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aamandadiz.blogspot.com/feeds/2133812154434539901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2290638784786681680&amp;postID=2133812154434539901' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/2133812154434539901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/2133812154434539901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aamandadiz.blogspot.com/2009/03/cansaco.html' title='Cansaço.'/><author><name>Amanda Costa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/SLX8C563nwI/AAAAAAAAACY/yFUZ77AaPXQ/S220/Re-exposure+of+Bila+Celular+213.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2290638784786681680.post-2823181420029979408</id><published>2009-03-23T16:01:00.000-07:00</published><updated>2009-11-07T10:33:12.873-08:00</updated><title type='text'>Ao anjo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obrigada, de verdade, meu anjo. Eu não sei o que seria de mim sem te ter por perto. Eu percebi que ando te ocupando demais, alugando teus ouvidos com meus problemas e te fazendo passar por umas que até o Chefão duvida, mas pode ter certeza que tudo que tu faz por mim me ajuda a crescer e que eu vou te agradecer sempre por isso. Eu aprontei umas boas pra ti e eu sei que tu só me agüenta por que é uma invocação divina. Desculpa anjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpa por quase ter quebrado uma das tuas asas depois de uma manobra arriscada na pista de skate. Tu sabe, meu sonho era ser skatista e o teu, a princípio, era ser &lt;i style=""&gt;meu&lt;/i&gt; traumatologista. Eu ri da piada na hora, mas depois te liguei pra dizer que não teve graça, seu idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpa por ter comido teu chocolate lá no shopping. Ou melhor, &lt;i style=""&gt;chocolates&lt;/i&gt;. Todos os oito. Mas tu tava enchendo meu saco com aquela história do meu cabelo de mendigo e eu tive que me vingar. Bem feito na verdade. Meu cabelo é mais bonito que o teu também. E os chocolates eram deliciosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpa por ter gritado pros teus vizinhos que tu tava me seqüestrando, enquanto eu tentava te estrangular e tu me carregava pelo corredor. Eu não imaginei que eles &lt;i style=""&gt;realmente acreditariam&lt;/i&gt;. E ligariam pro zelador. Que bateria na tua porta. E te faria ficar da cor de um tomate. Também peço desculpa por ter revidado a almofadada que tu me deu quando fechou a porta depois disso, acertando sem querer teu olho e, obviamente sem querer, quase te cegando. Mas tu mereceu, foi tu que começou. E a cena foi engraçada, admite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpa por te fazer me carregar nas costas por quatro quadras só por que meu pé tava doendo depois da nossa maratona na Redenção. Se bem que foi tu que me fez correr seu desgraçado, e o resultado não valeu, por que tu queimou a largada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpa por ter vomitado no teu tênis, sujado tua camisa nova com Martini&lt;i style=""&gt;,&lt;/i&gt; por ter quebrado teu copo, me agarrado no teu cabelo, gritado no teu ouvido, roubado teu casaco, perdido tua chave, achado tua chave &lt;i style=""&gt;seis &lt;/i&gt;horas depois, por ter pisado no teu pé, comido teus chicletes e por ter que te fazer me carregar nas costas, mais uma vez. Se bem que foi tu que disse &lt;i style=""&gt;“Ah vai. Vai ser uma festa divertida!”.&lt;/i&gt; Realmente, eu ri horrores. Quanto a ti eu já não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpa por te fazer ir assistir aquele filme horroroso, mas como eu te disse, o ator era lindo. Mesmo fazendo o papel de um adolescente problemático que morre no final. Ah, desculpa também por ter chorado quando ele morre e por ter te batido por não estar chorando também. Eu sou emotiva poxa. E ele era lindo. E morreu. E era mesmo lindo. Tá parei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpa por ter te atirado dentro do mar naquele dia congelante. Essa não tem explicação mesmo. Mas eu ri. E te ajudei com tua pneumonia depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E finalmente, a desculpa mais recente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpa por ter te ligado às quatro e meia da manhã de quarta, chorando e soluçando e falando coisas sem sentido. Eu precisava daquilo e eu não sabia quem mais podia me ouvir naquela hora. Obrigada anjo, por não ter se importado e por ter dito exatamente o que eu queria ouvir. E também por não dizer nada depois, por só ouvir meu choro do outro lado da linha, aquilo foi a maior prova de que eu posso contar contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada, por tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Jan/2009 )&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2290638784786681680-2823181420029979408?l=aamandadiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aamandadiz.blogspot.com/feeds/2823181420029979408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2290638784786681680&amp;postID=2823181420029979408' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/2823181420029979408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/2823181420029979408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aamandadiz.blogspot.com/2009/03/ao-anjo.html' title='Ao anjo'/><author><name>Amanda Costa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/SLX8C563nwI/AAAAAAAAACY/yFUZ77AaPXQ/S220/Re-exposure+of+Bila+Celular+213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2290638784786681680.post-8052616479432628671</id><published>2009-03-22T22:04:00.001-07:00</published><updated>2009-03-22T22:06:34.092-07:00</updated><title type='text'>A vantagem de brincar com fogo,</title><content type='html'>é que se aprende a não se queimar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Oscar Wilde )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2290638784786681680-8052616479432628671?l=aamandadiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aamandadiz.blogspot.com/feeds/8052616479432628671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2290638784786681680&amp;postID=8052616479432628671' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/8052616479432628671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/8052616479432628671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aamandadiz.blogspot.com/2009/03/vantagem-de-brincar-com-fogo-e-que-se.html' title='A vantagem de brincar com fogo,'/><author><name>Amanda Costa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/SLX8C563nwI/AAAAAAAAACY/yFUZ77AaPXQ/S220/Re-exposure+of+Bila+Celular+213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2290638784786681680.post-503701604794162815</id><published>2009-03-19T18:14:00.000-07:00</published><updated>2009-11-07T10:32:58.768-08:00</updated><title type='text'>Aquele dia.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe aquele dia em que tu decide parar, respirar e mudar de rumo? Aquele em que tu decide deixar de lado o que tava escrito, pegar uma folha nova e começar tudo outra vez? Quando tu esvazia teu coração, colocando fora as expectativas e deixando ele livre pro que vier, esse é o dia. Mesmo que depois de um tempo tudo volte a ser como era, tu vai sempre ter a consciência de que, mesmo que por uns instantes, tu te rendeu e tentou. E isso já é grande coisa.&lt;br /&gt;Eu decidi parar de procurar, parar de tentar encontrar alguém que, pelo que eu vejo, eu nunca soube quem era. Não quero mais ter que buscar a pessoa que vai encher meus olhos de futuro e as minhas mãos de plenitude. Simplesmente desisto. Abro mão da escolha que eu tinha feito e dou a cara a tapa pro que vai chegar agora, é tempo de arriscar. Se vai dar certo ou não, pela primeira vez, não faz diferença.&lt;br /&gt;Vou avisar pra ele que agora eu descobri como funciona essa coisa toda, de se entregar e viver, viver, viver, até onde der. Vou mostrar que aquelas minhas borboletas agora voam por ele, quando ele chega e quando ele diz que vai embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz assim: pega minha mão e me leva, me mostra como é.&lt;br /&gt;Eu já tava cansada de esperar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2290638784786681680-503701604794162815?l=aamandadiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aamandadiz.blogspot.com/feeds/503701604794162815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2290638784786681680&amp;postID=503701604794162815' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/503701604794162815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/503701604794162815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aamandadiz.blogspot.com/2009/03/aquele-dia.html' title='Aquele dia.'/><author><name>Amanda Costa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/SLX8C563nwI/AAAAAAAAACY/yFUZ77AaPXQ/S220/Re-exposure+of+Bila+Celular+213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2290638784786681680.post-4812018467469344365</id><published>2009-03-18T19:58:00.000-07:00</published><updated>2009-03-18T20:06:45.360-07:00</updated><title type='text'>Querido Coelho da Páscoa,</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/ScG1MCio5fI/AAAAAAAAAHE/xE2WlNhv1kM/s1600-h/MORRI.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 343px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/ScG1MCio5fI/AAAAAAAAAHE/xE2WlNhv1kM/s400/MORRI.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314728253719111154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;quero um robert nesse ano, por favor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2290638784786681680-4812018467469344365?l=aamandadiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aamandadiz.blogspot.com/feeds/4812018467469344365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2290638784786681680&amp;postID=4812018467469344365' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/4812018467469344365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/4812018467469344365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aamandadiz.blogspot.com/2009/03/querido-coelho-da-pascoa.html' title='Querido Coelho da Páscoa,'/><author><name>Amanda Costa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/SLX8C563nwI/AAAAAAAAACY/yFUZ77AaPXQ/S220/Re-exposure+of+Bila+Celular+213.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/ScG1MCio5fI/AAAAAAAAAHE/xE2WlNhv1kM/s72-c/MORRI.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2290638784786681680.post-4509045032445114125</id><published>2009-03-15T13:25:00.001-07:00</published><updated>2009-11-07T10:32:38.442-08:00</updated><title type='text'>Caminhos.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje eu saí pra caminhar, há muito tempo eu não fazia isso.&lt;br /&gt;Não foi uma caminhada longa e nem cansativa, e mesmo assim, quando cheguei em casa, tava exausta. Não pelo fato lógico de eu não ter o melhor dos preparos físicos, mas por eu ter pensado muito e em muitas coisas no percurso até a padaria. Meu pai e meu irmão foram comigo, lado a lado, como em vários outros domingos atrás. Eles também já tinham se desacostumado com essas andanças em família, afinal, há tempos cada um vêm organizando suas vidas meio que paralelamente. Digo isso mais por mim do que por eles, já que sei que sou eu quem anda meio ausente por aqui. A gente foi rindo, implicando um com o outro como sempre, aquele trio de olhos apertadinhos das risadas se encontraram de novo, que saudade que eu tinha disso.&lt;br /&gt;No meio de uma das histórias que foram contadas - sobre carros, se eu não me engano - parei pra reparar na minha companhia mais alta. E pra minha incredulidade, não era meu pai. Aquele meu gurizinho loiro, baixinho, gordinho, agora falava alto e com entendimento sobre assuntos nada relacionados aos brinquedos que eu via antes jogados pela sala, e caminhava meio desorientado nos seus recém adquiridos quase um metro e oitenta. Ele passou de mim, mas quando isso? Acho que eu, sem querer, deixei esse detalhe escapar. Que nada disso mais me escape, por favor.&lt;br /&gt;Virei pro outro lado, esperando ver no meu pai as mudanças que ocorreram enquanto meu irmão crescia. Mas nada mudadara e, vou te dizer, nenhuma diferença teria me chocado tanto. Ele caminhava do meu lado, com sempre fez. Os olhos verdes, a testa marcada, as sardas nas costas. Tudo igual. Falava e ria tornando transparente o quanto aquele momento valia pra ele, e isso doeu em mim. Quantos dias de sol assim eu deixei de passar com ele? Quantas piadas eu não ouvi por não estar ali? Nem quis contar, quero saber do que ainda está por vir. Ele mandou eu cuidar os carros enquanto atravessava a rua, como quando eu tinha cinco anos. E como quando eu tiver vinte e cinco, trinta e cinco, quarenta e cinco, e tantos mais. Tenho certeza. Não quero mais deixar de ver nele o cara que desenhava pra mim, que depois desenhou comigo e que me fez querer seguir desenhando a vida toda.&lt;br /&gt;Fui sentindo cada cheiro, observando cada detalhe, escutando cada som no caminho de volta, e cheguei em casa me sentindo, também, diferente. Eu encontrei eles de novo e não quero que nada sobre eles passe por mim sem me atingir. Larguei as compras na mesa da cozinha e subi as escadas, "Mãe, a gente tá em casa". Não tive resposta. Fui até o quarto e a encontrei deitada, pensativa, uma expressão cansada no rosto. Suspirei fundo.&lt;br /&gt;É mãe, a gente precisa sair pra caminhar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2290638784786681680-4509045032445114125?l=aamandadiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aamandadiz.blogspot.com/feeds/4509045032445114125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2290638784786681680&amp;postID=4509045032445114125' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/4509045032445114125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/4509045032445114125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aamandadiz.blogspot.com/2009/03/hoje-eu-sai-pra-caminhar-ha-muito-tempo.html' title='Caminhos.'/><author><name>Amanda Costa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/SLX8C563nwI/AAAAAAAAACY/yFUZ77AaPXQ/S220/Re-exposure+of+Bila+Celular+213.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2290638784786681680.post-7315131625465420534</id><published>2009-03-13T20:59:00.000-07:00</published><updated>2009-11-07T10:32:22.841-08:00</updated><title type='text'>Do ônibus.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O caminho de volta é o mesmo, os mesmos dois reais e trinta, toda tarde. E um assento desocupado, no lado esquerdo, sempre. Não que eu seja supersticiosa ou coisa assim, mas é que a paisagem que passa pelas janelas desse lado é muito mais colorida. Não lembro quando reparei nisso.&lt;br /&gt;Só que hoje não foi assim, tive sorte - e olha que ironia, numa sexta-feira treze. Lado direito, assento ocupado por ti, e os cenários mais coloridos que alguém possa ver em Porto Alegre. E olha que já era quase noite.&lt;br /&gt;Eu ri. Juro que ri.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2290638784786681680-7315131625465420534?l=aamandadiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aamandadiz.blogspot.com/feeds/7315131625465420534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2290638784786681680&amp;postID=7315131625465420534' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/7315131625465420534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/7315131625465420534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aamandadiz.blogspot.com/2009/03/do-onibus.html' title='Do ônibus.'/><author><name>Amanda Costa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/SLX8C563nwI/AAAAAAAAACY/yFUZ77AaPXQ/S220/Re-exposure+of+Bila+Celular+213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2290638784786681680.post-5367117344765856881</id><published>2009-03-12T18:06:00.000-07:00</published><updated>2009-11-07T10:31:48.456-08:00</updated><title type='text'>Começar é fácil, difícil mesmo é continuar.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca tinha pensado nisso, e agora essa me parece a coisa mais óbvia do mundo. Não tenho dificuldades em começar as coisas, meu problema mesmo é em levar elas adiante. Amizades, tarefas, relacionamentos, tudo, tudo isso começa com a maior facilidade. Chego ali, me sento, ela me pede uma borracha emprestada e em menos de um ano somos as melhores amigas uma da outra. Eu sou apresentada a ele, a gente troca uns sorrisos, e depois de dois meses meus planos são todos traçados ao lado dos dele. Meu quarto tá uma muvuca, não tô achando minhas meias, então crio um planejamento detalhado pra melhor faxina que alguém pode fazer. Perfeito. Ou quase. Se eu não soubesse que tudo isso acaba logo mais.&lt;br /&gt;Depois de vários anos de amizade, os caminhos se traçaram separados, perdemos muito uma da outra e a gente quase não se vê. Os sorrisos entre eu e ele já não têm mais a mesma largura, eu deixei de sentir sua falta e são poucos os planos em que ele aparece. E eu nem preciso tanto assim das meias, posso usar sandálias hoje, e amanhã, e a semana toda, depois eu arrumo essa bagunça. E assim ficam pra trás a maioria das coisas que eu começo a fazer, porque, simplesmente, não consigo levá-las adiante.&lt;br /&gt;Não é que eu queira que seja assim, é como que involuntário, não sei. Chega um ponto em que eu desisto de continuar, parece que a partir de certa hora eu perco o interesse e procuro coisas diferentes, sempre. Talvez eu me canse muito fácil, desista muito fácil. Poucas são as coisas que me fazem querer continuar, e, mesmo assim, às vezes eu me pego pensando em uma maneira de terminar com elas. Já me disseram que isso é bom, que esse meu gosto pelas coisas inéditas só vai me fazer bem. Mas sei lá, chega a ser engraçado, porque eu cansei disso também. Agora, eu quero é continuidade.&lt;br /&gt;Quero começar alguma coisa e levá-la o mais além que eu puder. Seja esse blog, seja uma vontade ou um romance. Seja o que for, dessa vez, eu quero ir até o fim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2290638784786681680-5367117344765856881?l=aamandadiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aamandadiz.blogspot.com/feeds/5367117344765856881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2290638784786681680&amp;postID=5367117344765856881' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/5367117344765856881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2290638784786681680/posts/default/5367117344765856881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aamandadiz.blogspot.com/2009/03/comecar-e-facil-dificil-mesmo-e.html' title='Começar é fácil, difícil mesmo é continuar.'/><author><name>Amanda Costa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_5nlzLAI6ExU/SLX8C563nwI/AAAAAAAAACY/yFUZ77AaPXQ/S220/Re-exposure+of+Bila+Celular+213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
